Que tristes figuras…
Acção: uma aranha (daquelas com umas patas enormes e uma cabeça minúscula … porque será que ao fazer este descrição a associação imediata que me surgiu nesta mente conspurcada foi a nossa classe política??? Bem, adiante…e recomeçando)
Acção: uma aranha a laurear pelas paredes adjacentes à minha banheira, enquanto eu tomava banho.
Reacção (óbvia): distanciar-me do local da iminente queda e flagelá-la com o chuveiro.
End of Story…nã, nã, nã. Isso seria para pessoas mentalmente estáveis.
O aracnídeo caiu, tal como era o meu desejo inicial, mas se vocês tivessem visto a pobre bichana a debater-se contra a maré, com aqueles enormes e imensos apêndices (a esta altura já desarticulados), e aquele buraco negro cada vez mais perto, por onde seria devorada e sabe-se lá que tortuosos caminhos iria conhecer até chegar a sua hora…se vocês tivessem visto, eu sei que não ficariam indiferentes àquele desespero.
Naquele ápice o que há de mais humano (???) em mim vociferou: redime-te ou terás pesadelos sinuosos nos tempos que se avizinham!
E foi ver-me de cú para o ar numa tentativa desesperada que o seu corpo mole se colasse às minhas mãos, o que abençoadamente sucedeu, e que nem uma Messias sai do meu aventurado banho, tal e qual a minha mãe me pôs ao mundo (talvez um bocadito mais desenvolvida), e corri a pôr a minha aranha a secar no parapeito da janela.
Acho que sobreviveu.
(nota: só vos conto este episódio pois a minha querida mãe achou que era de extrema importância vós saberdes com quem vos meteis).
















